Agência Pará de Notícias. Até o final de janeiro, 212 policiais civis terão sido promovidos pelo Governo do Estado por tempo de serviço ou por merecimento. Desde 2003 que um número tão expressivo de servidores da corporação não recebia este reconhecimento, estabelecido em 1997 pelo decreto nº 2.115, que regulamentou o processo de promoções na Polícia Civil paraense. Até abril, o Executivo Estadual pode divulgar uma nova lista de promovidos seguindo os mesmo critérios. As promoções têm por finalidade despertar o interesse pelo serviço, motivar o policial à profissionalização, selecionar valores profissionais e propiciar igualdade de oportunidades. Os policiais que receberam a promoção este mês comemoram. O papiloscopista Fernando Machado, que completa, em maio, 22 anos como concursado da Polícia Civil, ficou surpreso com a notícia de que seria promovido. “Quando eu fiz o concurso, em 1990, não imaginava o quanto eu iria gostar de trabalhar como papiloscopista, não tinha ideia da profissão. Eu me preparava para o vestibular e estava sem emprego quando surgiu essa oportunidade. São anos de dedicação, mas confessor que recebi com surpresa essa promoção”, revela Machado, de 48 anos, promovido por tempo de serviço. “É muito bom saber que os nossos direitos não foram esquecidos. Eu busco fazer o melhor, me preparando, trabalhando com empenho. Busco aproveitar as oportunidades e sei do meu dever de servir a população, mas nunca esperei esse reconhecimento. ”, afirma o papiloscopista, que hoje coordena a área de estatísticas em seu setor na Polícia Civil, e que não deixa de se capacitar. Ele já fez cursos da Secretaria Nacional de Segurança Pública e até uma capacitação em uma agência de segurança no Japão, em 2002. Neste, Fernando foi um dos dois brasileiros a representar o país no evento. A delegada titular da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Alessandra Jorge, também teve o trabalho reconhecido pela promoção divulgada esta semana no Diário Oficial. O trabalho que desenvolve à frente da Delegacia Especializada na defesa dos direitos das mulheres foi, na opinião dela, crucial para que recebesse o benefício. “Não devemos esperar o reconhecimento, mas trabalhar porque gostamos. E eu gosto muito do que eu faço”, ressalta a delegada, que já recebeu premiações por conta do trabalho desenvolvido junto às mulheres vítimas de violência. Uma dessas premiações foi a medalha Evano Vich, em 2011, pela investigação do caso do maníaco que estuprava mulheres em Belém e pela prisão do mesmo, em janeiro do ano passado. Alessandra tem 37 anos, é formada em Direito e está na Polícia Civil desde 2000. Em 2003 ela esteve à frente da DEAM em Breves, na Ilha de Marajó. No ano de 2007, assumiu a direção da delegacia na capital, onde está até hoje e pretende seguir trabalhando. “Quero continuar servindo a população sempre muito bem para ser merecedora desse reconhecimento. Ser policial não significa saber correr atrás de bandido ou saber fazer inquérito, mas, sobretudo, atender bem a população, saber servir a comunidade”, defende. Quem também está entre os 212 promovidos agora em janeiro na Polícia Civil é o investigador Jango Nascimento. Ele é investigador concursado desde 1991 e acredita que o reconhecimento é resultado do trabalho que afirma realizar com extremo prazer. “Eu me dedico de corpo e alma ao meu serviço. Sou um apaixonado pela minha profissão. Sempre busco fazer o meu melhor, investindo nos estudos, me empenhando nas investigações e atendendo bem a comunidade. Procuro tratar cada cidadão como um parente meu, com muita dignidade”, destaca Jango, que como investigador é chefe de operações da Seccional de Ananindeua, na Região Metropolitana da capital, mas já esteve na mesma função em outras delegacias, como a do distrito de Icoaraci, onde permaneceu por 15 anos. “Na delegacia de Icoaraci eu estive a frente de vários casos. Um deles foi o de uma moça encontrada morta na rua, sem nenhuma identificação. Nós passamos um bom tempo investigando quem era a mulher, até que conseguimos descobrir o paradeiro da família e que ela tinha sido vítima do namorado. Conseguimos encontrar o acusado e prendê-lo”, conta Nascimento, promovido por merecimento. O investigador espera que a valorização dos servidores seja também um estímulo para todos os outros policiais, que na opinião dele não tem nada a perdem por se empenhar. Valorização - O delegado geral da Polícia Civil do Estado, Nilton Atayde, explica que a promoção dos policiais civis deveriam ocorrer de três em três anos, mas a última aconteceu em 2003. “Essa promoção dos servidores foi uma das prioridades que elegemos ao assumirmos a delegacia geral. Acreditamos que este é um reconhecimento importante, que é um direito do servidor”, diz. Segundo o Atayde, outra promoção deverá ocorrer este ano, no mês de abril, seguindo os critérios estabelecidos no decreto nº 2.115/97, sobre tempo de serviço e merecimento. No caso da promoção por merecimento, Nilton explica que os policiais são avaliados por uma comissão que avalia a vida funcional de cada um, observando o trabalho desempenhado na corporação e junto à sociedade. “Essa promoção está relacionada a uma vida funcional sem máculas, de acordo com a funções e o desempenho do servidor. Esperamos que esse ato estimule os policiais, mostrando que é possível progredir na carreira por meio da valorização e reconhecimento”. Texto: Thiago Melo - Secom Fone: (91) 3202-0912 / (91) 8411-1391 Email: thiagomelo@agenciapara.com.br Secretaria de Estado de Comunicação Rodovia Augusto Montenegro, km 09 - Coqueiro - Belém - PA CEP.: 66823-010 Fone: (91) 3202-0901 Site: www.agenciapara.com.br Email: gabinete@secom.pa.gov.br