Agência Pará de Notícias Uma produção anual de 40 toneladas de banana, mais de 28 mil unidades de abacaxi, quatro toneladas de feijão, 50 ton. de macaxeira, 25 ton. de farinha, 15 mil quilos de milho para ração e 7,5 ton. de arroz são algumas estimativas do que deverá produzir a Colônia Agrícola Heleno Fragoso, a partir da implantação do projeto de reestruturação do Polo Penitenciário de Santa Izabel do Pará, um investimento superior a R$ 213 mil que pretende transformar a realidade não só dos que cumprem pena nas unidades prisionais, mas também das famílias que vivem no entorno do complexo. A proposta inicial começou a ser elaborada em novembro do ano passado, pela Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe), em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O resultado foi um grande projeto, que garantirá, além do abastecimento de alimentos das casas penais do complexo, a capacitação, profissionalização e ressocialização dos detentos. Para isso, os órgãos envolvidos elaboraram miniprojetos de fruticultura, plantação de grãos e tubérculos, olericultura (cultivo de hortaliças) e criação de pequenos animais. Atualmente, a Colônia Agrícola já desenvolve algumas atividades. Porém, dos 250 hectares disponíveis para o Estado, apenas um terço é utilizado. Ressocialização - Mas o projeto vai além da relação custo beneficio, já que hoje o Pará gasta cerca de R$ 1,8 milhão por ano na compra de hortaliças e leguminosas para abastecer o complexo. Além de cultivarem seu próprio alimento, os presos passarão por cursos de capacitação para aprender técnicas de cultivo, processamento e beneficiamento da produção. “É um contrassenso o gasto com a compra de alguns alimentos que poderiam estar sendo plantados, mediante a mão de obra e a área existente. Mas a decisão de dar outra dimensão à Colônia tem um objetivo muito maior, que é oferecer a ressocialização digna aos que cumprem pena”, explicou o titular da Susipe, coronel André Cunha. É o caso do projeto de meliponicultura, a produção de mel orgânico por abelhas sem ferrão. De acordo com o gerente da Cadeia do Leite e do Mel da Sagri, Oscar Batista, o projeto é de fundamental para a Colônia. Além da produção do mel, sua maior contribuição é principalmente no aumento da produção de frutos, por meio do processo de polinização. “A atividade da meliponicultura demanda pouco investimento. No entanto, apresenta um grande retorno econômico, tanto na produção de mel como no aumento da produtividade agrícola. Oferece meios favoráveis à qualidade de vida dos detentos ao consumi-lo e, principalmente, o retorno ecológico, favorecendo a sustentabilidade da floresta”, enfatizou. A Sagri está oferecendo apoio técnico e operacional, já que disponibilizará o maquinário necessário para o beneficiamento dos grãos (batedeira e beneficiadora), todos os equipamentos para a casa de farinha (motor, prensa, cevador, forno e balança), a patrulha mecanizada (tratores), mudas in vitro para evitar a proliferação de pragas e os insumos para coreção do solo (calcário). Os estudos de georreferenciamento ficam sob a responsabilidade da Sema. Técnicos da Sagri e Emater ministrarão os cursos de capacitação para os detentos e os funcionários que irão gerenciar os projetos na unidade prisional. Hoje, a Colônia tem a custódia de 385 homens, no regime semiaberto. Pelo menos 50 deles deverão ser capacitados para trabalhar na primeira fase do projeto, com previsão de início no mês de junho. Nessa fase serão implantados os projetos de meliponicultura, olericultura, frutilcultura (abacaxi), e ampliada a criação de suínos e aves, já existente na casa penal. Texto: Danielle Ferreira - Secom Fone: (91) 3202-0912 / (91) 9117-7020/ 8272-3665 Emailcristino : danielleferreira@agenciapara.com.br Foto: Cristino Martins Secretaria de Estado de Comunicação Rodovia Augusto Montenegro, km 09 - Coqueiro - Belém - PA CEP.: 66823-010 Fone: (91) 3202-0901 Site: www.agenciapara.com.br Email: gabinete@secom.pa.gov.br