Polícia Civil investiga crime de pedofilia em Chaves, no Marajó

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Agência Pará de Notícias

O delegado Edgar Henrique Monteiro, titular da Polícia Civil de Chaves, no arquipélago do Marajó, indiciou o professor Ramon Cézar Souto pelos crimes de favorecimento à prostituição e exploração sexual de adolescentes. A medida é resultado das investigações realizadas pela equipe policial local, que levantou provas do envolvimento do acusado nos crimes. Segundo a Polícia Civil, o “professor Ramon”, como é conhecido, atua como professor na rede municipal de ensino em Chaves. Ele é acusado de aliciar alunos sob promessa de vantagem econômica e aprovação em sua disciplina em troca de favores sexuais. A denúncia revela que Ramon ainda oferecia os alunos a outras pessoas. Em depoimento, o acusado nega ter cometido os crimes.

As pessoas que teriam sido favorecidas sexualmente pelo acusado estão sendo investigadas. A Polícia também tenta confirmar se Ramon obtinha alguma vantagem econômica no esquema de aliciamento sexual. Somente na fase inicial das investigações, foram identificados 10 adolescentes que assumiram, em depoimento, terem sido vítimas do professor. As provas levantadas sobre as denúncias, ressalta o delegado, datam dos últimos dois anos, mas há indícios de que as práticas criminosas ocorriam há dez anos, tempo em que o professor trabalha no município, onde chegou a exercer o cargo de diretor na Escola Municipal Magalhães Barata.

Conforme o delegado, uma das denúncias foi formulada pelo pai de um dos alunos, que procurou diretamente o Ministério Público Estadual de Chaves. O MPE ingressou com Ação Civil Pública visando a punição do indiciado por atos de improbidade administrativa. A Prefeitura Municipal de Chaves já instaurou Processo Administrativo Disciplinar visando a punição do professor na esfera administrativa.

O delegado Edgar Henrique representou ao Poder Judiciário pela decretação de medidas cautelares, dentre as quais, a proibição do indiciado em manter contato com as vítimas e testemunhas, o recolhimento domiciliar de Ramon Souto durante a noite e a suspensão do exercício da função pública, pois os crimes ocorriam em sua totalidade no interior das escolas ou no período noturno. A ação visa coibir a prática da pedofilia na região do Marajó, cuja ocorrência, na maioria das vezes, dá-se na escola ou na própria residência da criança e do adolescente.

Segundo o delegado, em casos de pedofilia, por vezes, os acusados se valem do medo das vítimas em falar sobre o caso e até na conivência das próprias famílias. Por enquanto, o professor acusado responderá ao processo em liberdade. Ramon Souto foi ouvido pelo delegado. No depoimento, ele nega ter cometido os crimes, afirmando que está sendo vítima de questões políticas.

Texto:
Walrimar Santos - Polícia Civil
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